CAPÍTULO IV - EVOLUÇÃO
CLÍNICA
A freqüência cardíaca corresponde ao
número de pulsações durante um minuto inteiro, comparando-se estes valores com
o número de batimentos cardíacos. A freqüência varia com a idade e em diversas
condições fisiológicas. É considerada normal, em pessoas adultas, uma
freqüência cardíaca de 60 a 100 b.p.m. (PORTO, 1982).
Obteve-se do prontuário do paciente os
seguintes valores de sua Freqüência cardíaca:
Gráfico 1.
Monitorização da FC do paciente E.B. durante sua internação.
no Hospital e Maternidade Leão XIII – São
Camilo, Ipiranga, São Paulo, 2003.

Como pode-se notar no Gráfico 1, o paciente
até o momento de sua alta hospitalar chegou aos níveis ideais de FC (entre
60-100 bpm), atingindo o valor máximo esperado (100 bpm).
A Pressão Arterial do paciente também foi
monitorada, durante sua internação, pois E.B administrou medicamentos que
podiam causar alterações nestas medidas. O Gráfico 2 apresenta as variações da
Pressão Arterial de E.B.
Gráfico 2.
Variações na PA do paciente E.B. durante sua internação.
no Hospital e Maternidade Leão
XIII-São Camilo, Ipiranga, SP, 2003.

Observa-se
neste Gráfico que a pressão do paciente E.B. variou pouco e dentro dos valores
considerados normais para a idade.
Como já mencionado,
níveis de pressão sistólica acima de 140 mmHg e/ou de pressão diastólica acima
de 90 mmHg não devem ser considerados fisiológicos para os idosos. E.B não
ultrapassou nenhum destes limites máximos.
Outro exame realizado nos dias da
internação de E.B. foi o de monitoração da Freqüência Respiratória (FR). Esta
varia entre amplos limites, principalmente em função da idade, aceitando-se
como normal para adultos valores entre 16 e 20 r.p.m., considerando taquipnéia
freqüência acima desses valores (PORTO, 1982). No Gráfico 3 estão
representados os valores adquiridos na avaliação do paciente E.B.
Gráfico 3.
Valores da FR de E.B. durante sua internação.
no Hospital e Maternidade Leão
XIII-São Camilo, Ipiranga, SP, 2003.

Com a avaliação deste gráfico que mostra
uma melhora significativa também na FR do paciente quase atingindo o limite
normal de 20 rpm (o paciente chegou aos 22 rpm), conclui-se que no dia da alta
hospitalar E.B. apresentava-se em melhores condições de saúde quando
analisados os exames clínicos.
Em relação à avaliação
nutricional, apresenta-se no Gráfico 4 a evolução ponderal do paciente durante
o período de sua internação no Hospital X, São Paulo.
Gráfico 4.
Evolução de Peso (Kg) do paciente E.B.
durante sua internação nos dois períodos de
acompanhamento (sem e com tratamento nutricional) no Hospital e Maternidade
Leão XIII - São Camilo- Ipiranga, São Paulo.

Em relação ao peso
avaliado no paciente não é possível avaliar essa evolução de forma conclusiva,
pois como já dito anteriormente foram utilizadas equações para estimar o peso
do paciente já que este apresentava dispnéia aos mínimos esforços. Vale
ressaltar que nos primeiros quatro dias de acompanhamento não houve tratamento
dietoterápico e o paciente perdeu peso. Após o início de um tratamento
nutricional adequado as necessidades do paciente, nos outros quatro dias,
houve uma recuperação ponderal, como mostra o dia 28 de fevereiro.
Gráfico 5.
Porcentagem (%) de aceitação da dieta por E.B. durante os dias de internação
sem aplicação de tratamento dietético.
Hospital e Maternidade Leão XIII – São
Camilo, Ipiranga, São Paulo, 2003.

Primeiramente, quis-se observar a aceitação
alimentar do paciente durante o período em que permaneceu no hospital sem
aplicação de nenhum tratamento nutricional individual, apenas no último dia
(23/fev) introduzindo alimentos da preferência de E.B.
Percebe-se, então que a aceitação
do paciente foi diminuindo durante os primeiros dias de internação, o que
conseqüentemente, como já visto anteriormente no Gráfico 4, pode ter causado a
perda de peso de E.B.
Gráfico 6.
Porcentagem (%) de aceitação da dieta por E.B. durante os dias de internação
com aplicação de tratamento dietético.
Hospital e Maternidade Leão XIII – São
Camilo, Ipiranga, São Paulo, 2003.

De acordo com a análise do Gráfico
6, conclui-se que a aceitação de todas as refeições tendeu-se a melhorar a
cada dia de acompanhamento nutricional. Segui-se nestes dias as necessidades
nutricionais do paciente, visando sempre oferecer alimentos da preferência de
E.B.
O paciente referiu que a cada dia havia
diminuição dos engasgos, freqüentes nos dias anteriores, o que melhorou, com
certeza, a aceitação das refeições. Percebe-se na análise do prontuário do
paciente que o padrão respiratório já estava melhor, o que contribuiu para que
não engasgasse com tanta facilidade.
Gráfico 7.
Análise da troca gasosa entre CO2 e O2 obtida através da
Gasometria Arterial realizada durante os dias de internação do paciente E.B.
Hospital e Maternidade Leão XIII – São
Camilo, Ipiranga, São Paulo, 2003.

Considerando os valores
normais de pCO2 entre 35-46mmHg e a pO2 entre 75-100mmHg,
percebe-se que E.B teve uma evolução de seu padrão respiratório nos três dias
em que este foi avaliado. Apesar de continuar com hipoxemia, o paciente
apresentou níveis de CO2 sanguíneos normais no dia em que foi de alta
hospitalar.
CONCLUSÃO
A dietoterapia é de
extrema importância para a evolução de um quadro de doença crônica ou não e de
deficiência do estado nutricional, e por isso a intervenção dietoterápica
adequada ao paciente estudado promoveu sua recuperação como mostram os exames
bioquímicos e físicos realizados, juntamente com avaliação antropométrica e de
aceitação alimentar.
A atuação do
profissional nutricionista em hospitais, na área clínica, como um todo, é
imprescindível para o tratamento dietético e para que haja evolução clínica
para atingir o estado de total bem estar físico, mental e social, obtendo
assim uma qualidade de vida ideal.